quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Horas vagas

Depois de termos ficado á conversa até as 6h da madrugada  de hoje, e da existência de muitos pedidos de desculpa, surge um convite. Um convite para almoço em casa dele, só nós dois.... Mas não sei até que ponto é bom eu ir. Por um lado queria muito ir e dizer-lhe tudo o que se tem passado comigo cara-a-cara, mas por outro lado e se acontece como da ultima vez? E se nos descontrolamos e acabamos novamente separados pela nossa consciência? Vá lá... tudo isto é tão parvo e sem sentido... Nem sei ainda o que pensar por ele me ter vindo falar sem eu lhe dizer nada. Sim, porque desta vez foi ele quem me procurou. Já me questionei se ele não me terá apenas vindo falar porque eu me vou embora. Ele diz que não! Diz que apenas tem pensado no que me tem feito, no quanto tem sido injusto comigo e por em certas ocasiões não me defender quando o poderia ter feito. Não quero fazer as coisas erradas novamente. Dói demasiado a separação após cada despedida. E não quero ser mais uma espécie de objecto que usa apenas para desabafar ou curar as frustrações que possam existir. Quero ser apenas eu. Quero ser aquela pessoa em quem ele confiava cegamente, aquela pessoa que sempre lá esteve para os bons e maus momentos. E não apenas nas horas vagas


Cátia Silva

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