domingo, 20 de novembro de 2011

Para o Tiago

Tudo aquilo que sentimos um pelo outro, tudo aquilo que vivemos, não consigo simplesmente deixar no passado. Não sei se ainda olhas o mesmo o céu que eu, não sei se ainda procuras o luar que iluminava o nosso amor ou se depois de tudo ainda sentes as mesmas saudades que eu sinto. Tudo me parece tão distante, até mesmo a felicidade que eu sentia cada vez que te ouvia ou quando para mim sorrias. Felicidade essa que um dia gostava de voltar a alcançar. Não quero que fiques na história do passado, quero simplesmente que sejas o meu amor de agora.
Vem, ama-me, porque sei que é para os teus braços onde eu mais quero ir. Os meus dias sem a tua presença fazem-me sentir que embora haja sentimentos, o meu maior desejo é poder estar diante da tua companhia, o meu maior desejo é poder viver contigo os teus mais preciosos desejos e mesmo que te encontres fora do alcance das minhas mensagens, lembro-me das palavras que dizias com a tua doce voz.
Antes de fechar os meus olhos ao anoitecer, ainda tenho tempo de pedir a Deus que acompanhe e abençoe os teus passos. Quanto a mim tu já sabes que aqui longe de ti ficarei a sonhar contigo. Tu sabes, nem preciso repetir que és uma pessoa especial e que ao cruzares o meu caminho foste a única a conseguir mudar a minha trajectória. Para ti reservo o meu mais belo e puro amor, para ti estou a reservar os meus melhores dias, por ainda não ter conhecido no Mundo nenhum sorriso tão meigo, nem ninguém que me desse prazer suficiente áquele que davas ao sentir apenas a tua presença na minha vida.

O tempo passou... Eu passei por ele e toda esta ausência se manteve. 
Foram inúmeras as tentativas para te levar para o Mundo dos esquecimentos, acreditando sempre que aquela seria a altura mais certa para te esquecer, largar, ou matar todo o amor que sinto por ti. Acontece que a esperança e o amor juntos vencem sempre e não seriam necessárias muitas horas para voltar a acreditar no sonho que mantive bem vivo de que um dia este amor sairia vencedor e juntos pudéssemos viver uma vida a dois como sempre desejei.

Na realidade, nada aconteceu conforme eu acreditei que viesse acontecer, mesmo que eu ainda tenha esperança e que peça um último encontro do nosso amor... E para quê perguntas-me tu? Para te agradecer os dias, meses e anos de ter o privilegio da tua presença na minha vida. Quero aproveitar esta oportunidade também para agradecer as saudades que sinto por ti, os sorrisos que me fizeste sorrir, os beijos e abraços que demos. Quero agradecer as noites e os dias que passamos a conversar, quer estivesse frio ou calor, Outono ou Inverno, Primavera ou Verão. Agradeço cada pôr-do-sol que juntos podemos ver, e que estiveram bem presentes dentro da nossa memória. Não posso esquecer de todo o amor que fizemos e de todo aquele outro que deixámos para amanhã, amanhã esse que nunca chegou, mas que jamais posso deixar de agradecer. As discussões que tivemos e que nos levavam a quentes reconciliações que eram prova deste amor, isso também quero agradecer. Agradeço por me teres ensinado imenso, os carinhos que me deste e todos aqueles que não deste. Obrigado por teres feito parte da minha vida e por continuares a fazer parte, de maneira diferente, eu sei, mas certo que continuas a ser parte de mim. Agradeço por último por todas as outras coisas que agora não me lembro mas que certamente não deixam de ser importantes.

Escrevi muitas palavras, todas elas com muito amor, carinho, sinceridade e desejo de felicidade que foram dirigidas a ti. Lembro-me de tantas coisas... Tentei expressa-las aqui, tornando-as portadoras de todos os meus sentimentos por ti. É aqui nesta espécie de caderno sem linhas que deposito as minhas palavras que, mesmo que se tornem repetitivas, todas elas te ofereci como se me pertencessem.
Nem sempre foi minha vontade ficarmos juntos, apenas queria viver um dia de cada vez como qualquer adolescente. Apesar de tudo sei que senti o amor verdadeiro... Quem sabe o único amor de toda a minha vida e sabes porquê te digo isto? Porque confesso que amei alguém sensacional, amigo, companheiro, brilhante, verdadeiro, especial e único. Este amor que depositei nas tuas mãos, sempre foi teu, sempre te pertenceu e sempre pertencerá.

Hoje ainda digo mais uma vez que ainda te amo, mesmo com todo o silêncio que ainda reina entre nós e que mesmo assim, ainda ilumina a minha vida e vai enchendo o meu coração de amor. O teu sorriso foi como um raio de sol, rico, puro, suave e bonito, que é capaz de tocar a minha alma. Ainda te amo e quero acreditar que nada nos conseguirá separar e toda esta distancia se deve ao tempo que dedicámos aos nossos afazeres e logo, logo estaremos juntos num beijo muito demorado.

Volto a perguntar onde estás, sei que é por culpa minha que acabamos assim. Mas porque não podemos simplesmente ficar juntos novamente? As palavras estão gastas nas folhas de cadernos pelas vezes que já foram escritas. 
Dizem que as respostas que procuramos estão dentro de nós, é só uma questão de paciência e ir ao encontro delas com a coragem necessária, sem medos do que vamos encontrar.
Continuo a querer que deites todas as cartas na mesa como num jogo de poker temos que jogar para saber quem tem mais trunfos e possa vencer este jogo duplo que nunca chegou ao fim. Direi que o meu maior trunfo tem todos os meus sentimentos por ti. Se amamos verdadeiramente, uma única vez na vida, poderei com toda a certeza dizer que já esgotei essa oportunidade, depois do dia em que te conheci. Continuo à espera que coloques as cartas em cima da mesa.

Não sei se alguma vez disse que preferia mil vezes que ao existir um fim entre nós, esse mesmo fim fosse pelo motivo de uma morte. A minha ou a tua. Se tivesses morrido por certo não te esqueceria, mas pelo menos destruía todas estas dúvidas e incertezas.O meu corpo não iria tremer quando me cruzasse com alguém parecido contigo na rua e não existiria a esperança de um dia ficarmos juntos. A dor de saber que não estou a teu lado, seria menor do que a dor de não sermos um só. Se fosse eu a partir, não sentiria mais saudades. Onde estivesses, eu estaria contigo. Sempre me podia deitar ao teu lado e ver-te adormecer, sem medo que pudesses me rejeitar. Nos dias mais felizes da tua vida, também estaria sempre presente e ficaria feliz ao ver-te a sorrir. Podia ser tudo para ti mesmo na morte. 
Mas na verdade nenhum de nós morreu. Posso até morrer para ti, mas com certeza que para mim continuas bem vivo dentro de mim. Desculpa tudo isto, mas eu ainda te amo e para ti, não preciso fingir que não te amo, nem esconder este sentimento. Conhecer-te foi algo maravilhoso e os momentos que vivemos juntos, considerei os mais fantásticos de sempre. És sem dúvida uma das pessoas mais importantes da minha vida. 


Sei perfeitamente o quanto sofreste por minha causa, sempre soube e por isso mesmo passo a vida a condenar-me. Vives dentro de mim por tudo o que representaste de bem. A revolta, as tristezas ou desilusões que te causei, peço desculpa, muitas desculpas mesmo, mas nunca te quiseste magoar.
Tentei sair da tua vida, mas a insegurança e imaturidade demonstrada por mim pelas vezes que disse para cada um seguir o seu caminho nao me deixava ir e pouco tempo depois queria-te perto de mim. Essa insegurança te afastou de mim por completo. Não tenho dúvidas, que se tivesse certeza do que realmente queria na altura, tinha sido tudo diferente, o que revela a minha imaturidade.
No inicio, lutei com todas as minhas forças para reconquistar apenas o meu melhor amigo. Nesses momentos sonhava contigo de uma forma optimista. Ao final de alguns meses percebi que lutar não era tudo, decidi apenas ver até onde ia a tua teimosia, que no fundo era uma grande tristeza não só para ti quanto para mim. Vivia uma mistura de amor/ódio com solidão e por fim, tinha chegado a altura de perceber que o destino que nos juntou, era o mesmo que não iria querer que ficássemos juntos.

Depois de nos separarmos, atravessei diversas fases. Aceitar que já não estarias mais ao meu lado, aceitar que não irias voltar a chamar-me de “mor”, aceitar que não iria acordar mais com o teu bom dia ou adormecer ao sabor da tua voz suave ao telemóvel, tudo isto levou-me  ao desespero. Chorei rios de lágrimas, rezei e pedi imenso aos céus para aliviar esta dor; não tenho vergonha de o admitir. Mas as saudades doíam; mas isso é algo que ainda sentimos, não achas? 
A escrita foi o meu refugio para diminuir a intensidade das saudades, consciente que enquanto pensava em ti, estava a dar-te espaço e tempo, mas enquanto isso, toda a gente te dizia para seguires em frente e me esqueceres. Veio a fase do coração cicatrizado, fingindo sentir novamente amor por outro alguém.  Mas acredita que é das piores coisas que podemos fazer quando não temos certeza. O meu coraçao todas as noites chorava com a ausencia das tuas palavras. Pensava em ti, em nós, aquilo que fomos e podíamos ter sido.  Entre o querer esquecer-te e continuar a viver com a dor, levou o seu tempo, o que também em nada ajudou. Mas hoje.... Hoje preciso que me digas se me amas. A dor de cada despedida podia e pode ser menor caso seja essa a tua intenção e me digas que não me amas. Mas mesmo assim tenho medo que esse  dia chegue e me digas “Pois é minha Querida, é bem verdade que tudo passa na nossa vida, tal como tu, que passaste por mim, mas não ficaste.” 
Posso dizer que te quis esquecer. Mas não consegui e hoje com toda a certeza que digo que não te quero esquecer. É só isto que te quero dizer, alias o maior motivo para hoje estar a escrever, serve para que saibas que hoje vivo para lutar  em teu nome e em nome do nosso amor. Este amor que sinto por ti, pode não ser para sempre, mas é inesquecível a cada dia que passa. Fazes-me acreditar em coisas que eu mesmo desconhecia dentro de mim. Às vezes somos um poço de preciosidades que desconhecemos ser, achamo-nos pobres e miseráveis, quando na verdade temos dentro de nós uma infinita riqueza.

Peço que me perdoes por todo o mal que te fiz. 
No final da tempestade, um céu azul e um sol brilhante espera por mim, por nós.... Caminhei, caminhei e encontrei quem sempre quis… tu. 
Ninguém separa o amor entre duas almas gémeas, onde um estiver o outro estará ligado por telepatia, e só Deus, pode explicar o porquê. Não sei quanta dor já senti, não importa, importa apenas tudo aquilo que já vivemos juntos. Quero que a minha liberdade tenha uma nova cor de felicidade, quero de novo os meus sonhos, aqueles que fui guardando e ficaram esquecidos pelo tempo.

Mas se realmente então já não me quiseres mais contigo liberta-me de ti, liberta-me da dor da tua ausência e deixa que eu levante voo, não terei hora marcada, nem hora de regresso. Voarei livre até que me sinta cansada. Liberta-me desta saudade, desta ansiedade daquele dia que vou voltar a ouvir a tua voz. Liberta o meu coração e deixa-o voar livre para sempre…

Nunca te esquecerei....



Cátia Silva

"Diário da nossa paixão - The Notebook"

“Já não sinto amargura, porque sei que o nosso amor é real.
Sei que em algum lugar longuinquo nos encontraremos no futuro, nas nossas novas vidas. Então sorrirei para ti com alegria, e lembrarei do verão que passamos debaixo das árvores, aprendendo um com o outro e crescendo com o nosso amor.
O melhor amor é aquele que desperta a alma, e nos faz tentar ir mais longe. Isso semeia o fogo nos nossos corações e tras-nos paz de espirito.  Foi isso que tu me deste. E era o que eu esperava dar-te a ti, para sempre.”
- Do filme "Diário da nossa paixão - The Notebook"





Como é fácil para mim ver-me na pele daquela rapariga, é claro que as razões que me separaram do Tiago foram outras, mas foram as mesmas razões que eu e ela utilizamos para nos juntarmos aos meninos ricos, e cultos. Mas na verdade, o amor pelo Tiago permaneceu dentro de mim mesmo sem querer. Também amei muito o André, mas não é ele que me faz desenhar, não é ele quem me diverte, não é ele quem me desperta a alma.
Depois de ver este filme e pensar na minha vida consigo ver as mudanças.
Deixei de desenhar regularmente quando comecei a namorar o André, deixei de sorrir e brincar como antes, deixei de ser menina, para viver infeliz. 
No instante em que o Tiago voltou a entrar na minha vida, dei por mim a sorrir, a brincar, a desenhar e a lutar pela minha vida, que até ali se havia mantido em "stand by". Lembrei-me dos nossos Verões cheios de alegria, de amor, e cumplicidade. Lembrei-me dos vários pôr-do-sol que vimos juntos e então pensei: "Aquele pôr-do-sol á beira mar não pode ter sido o último, porque o nosso amor é verdadeiro e um dia vamos reencontrar-nos e compartilhar mais momentos bonitos como aquele pôr-do-sol."

Cátia Silva

domingo, 13 de novembro de 2011

Inglaterra aqui estou eu!

Já estou na Inglaterra. Cheguei no dia 8, é tudo muito bonito aqui.
No dia 7 despedi-me do Tiago, e custou-me imenso! Beijá-mo-nos vezes sem contas antes de finalmente ter coragem para sair do carro.
Os meus pais foram despedir-se de mim ao aeroporto e eu e o meu pai ainda choramos na despedida, mas consegui embarcar.
A minha Ritinha fez anos dia 10! Antes de sair do aeroporto escrevi-lhe uma carta a dar os parabéns para poder chegar a ela no dia 10. Espero que tenha gostado.

Ontem conheci um casal de portugueses que estão cá em Inglaterra e que são amigos do meu padrinho e da São. Têm dois filhos o Guilherme de 5 anos e o Marco com quase 18. São todos muito simpáticos...
O Marco que é um pouco mulherengo diz que me vai apresentar ao pessoal dele e aos lugares bacanos cá da cidade. Acho que vou aproveitar porque é uma forma de me distrair neste pais onde não conheço nada nem ninguém.

Enfim.... Já estou a tratar dos documentos todos para ficar legal e poder começar a trabalhar.... A partir de agora é tudo novo! Descobri que existem supermercados só com comida congelada (do género pizzas, lasanhas, etc, etc, etc) e é horrível ver pessoas a (literalmente) encher os carros com todas essas comidas já pré-feitas. Enquanto nós pomos arroz, massas, feijão tudo em separado; eles abusam nos congelados. Não admira que sejam eles a maior parte obesos.

Foto tirada bem pertinho de casa! - Newbury

Bem por hoje é tudo.

Cátia Silva

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Sussurrou-me ao ouvido...

Tenho andado meia ausente, meio que em êxtase... A minha viagem aproxima-se e eu, por mais que não queira pensar que vou embora, parece que há sempre alguém que me faz lembrar disso.

No sábado passado tive o meu almoço de despedida. Vieram cá apenas alguns amigos, os que me eram mais próximos; o Chora, a Nádia, a minha Ritinha, e a minha loirinha favorita a Catarina... Correu tudo muito bem e foi uma tarde bem passada.

Á noite foi a vez de me despedir do Tiago... Apesar de não gostar da ideia, ele sempre ia embora na segunda-feira com o grupo de teatro da Piny para os Açores, e como o mais provável é que entre o ele voltar amanhã e eu ir embora na terça-feira não nos vejamos mais, este sábado foi possivelmente o ultimo dia em que nos vimos. Sinceramente custou-me muito despedir dele e vê-lo a olhar para mim á porta do elevador do prédio. Só me apetecia agarrar-me a ele e não o largar.
Estivemos cá em casa sozinhos a ver um filme... Sinceramente ainda hoje estou para perceber o que se passou entre nós naquela noite. Vimos o filme muito aconchegados um ao outro e no fim do filme beija-mo-nos como já o fizemos algumas vezes, mas desta vez foi tudo muito diferente e aconteceu tudo muito rapidamente, só sei que quando dei por mim estava nos braços dele. Estivemos juntos como á muito tempo não estávamos...
Sussurrou-me ao ouvido que tinha saudades de estar comigo como antes...
No meio disto tudo, sei que ele até pode nem sentir o mesmo que eu sinto por ele, mas seria lindo ouvi-lo dizer que mesmo não gostando de mim como eu gosto dele, ele já não sentia nada pela Piny, seria a cereja no topo do bolo.

Apesar de ter a certeza que ainda gosto dele, ás vezes chego mesmo a pensar que provavelmente ainda o amo mesmo, só tenho medo de o admitir e sofrer por ele ainda gostar dela.
Vai custar-me tanto deixa-lo... Aliás ainda não o deixei e já me custa saber que não o vou ver mais.

Tudo isto que se tem passado com ele está a deixar-me doida. Só penso nele, em como ele estará por lá (possivelmente está tão entretido com a Piny e com o teatro que nem se lembrou de mim), nas saudades que vou ter dele, e o pior de tudo é que o meu curso de inglês começa em Janeiro e só termina no fim do ano lectivo.

Meu Deus..... ele é a ultima pessoa que eu neste momento queria deixar para trás. 
Só eu sei o quanto me vai custar embarcar.



Cátia Silva